A sala pensada para assistir e jogar
- Arq Luciane

- há 52 minutos
- 2 min de leitura

Nem toda sala com TV é, de fato, um espaço pensado para uso.
Muitas surgem como soma de compras: uma tela grande, um sofá qualquer, alguns equipamentos espalhados — e a sensação de que algo não funciona direito, mesmo sem saber explicar por quê.
A sala de TV e jogos começa antes da tecnologia.
Ela nasce da leitura do espaço e da rotina: quem usa, em que horários, por quanto tempo, com que nível de concentração ou convivência. Jogar, assistir, pausar, conversar, circular. Tudo isso acontece no mesmo ambiente — e precisa coexistir.
Aqui, a TV não é o centro absoluto.
Ela é um elemento que organiza o layout, mas não define o espaço sozinha. A distância correta, a altura do olhar, o conforto do assento, o controle da luz e do som fazem mais diferença do que o tamanho da tela ou o modelo do equipamento.
Jogos pedem foco. Convívio pede abertura.
Uma boa sala de TV equilibra os dois sem recorrer a cenários temáticos ou soluções que envelhecem rápido demais.
A tecnologia entra de forma silenciosa.
Equipamentos ventilam, cabos não atravessam a sala, o som não invade a casa inteira. A iluminação respeita a tela, mas também permite que o espaço continue sendo vivido fora do momento do jogo ou do filme.
Mais do que um espaço de entretenimento, esta é uma área de uso cotidiano.
Funciona para quem joga, para quem assiste, para quem acompanha de longe — e até para quem só passa por ali.
Porque uma boa sala de TV e jogos não se mede em polegadas, nem em efeitos visuais.
Ela se reconhece quando o espaço responde bem ao uso real, dia após dia.




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